Como o sócio pode retirar dinheiro da empresa de forma correta
Essa é uma dúvida super comum: se o funcionário recebe salário, o sócio também deveria, certo?
E a resposta é: depende.
O que não pode acontecer é aquele erro clássico que muita gente comete — misturar as finanças da empresa com as finanças pessoais. Sabe aquela história de pagar o mercado, o cartão pessoal ou até a parcela do carro direto da conta da empresa? Pois é… isso é um risco e pode trazer problemas sérios, tanto pro caixa do negócio quanto com o fisco.
Pra evitar esse tipo de dor de cabeça, existe uma regra de ouro: dinheiro da empresa é da empresa, dinheiro do sócio tem jeito certo de sair. Isso não é só uma boa prática, é um pilar básico da gestão financeira de qualquer negócio.
Existem basicamente duas formas de retirada de dinheiro: pró-labore e distribuição de lucros.
O pró-labore é aquele valor fixo que o sócio que trabalha na empresa recebe todo mês, como se fosse um salário. Mas claro, com algumas diferenças — não tem direito a férias, 13º ou FGTS, mas tem desconto de INSS e, dependendo do valor, Imposto de Renda também. É a remuneração pelo trabalho, pela gestão, pela operação do negócio.
Já a distribuição de lucros é aquele dinheiro que sobra depois que a empresa paga todas as contas, impostos e obrigações. Esse sim é isento de INSS e IR, mas tem uma regrinha bem clara: só pode ser feito se a empresa tiver contabilidade em dia e comprovar que de fato teve lucro. E olha que boa notícia: essa distribuição pode ser mensal, trimestral, semestral ou anual — desde que tenha apuração contábil feita certinha.
O erro que muita gente comete: Achar que pode “sacar” dinheiro da empresa a qualquer hora, de qualquer jeito.
Fazer retiradas sem apuração contábil adequada pode ser interpretado pelos órgãos fiscais como tentativa de burlar encargos trabalhistas e previdenciários, o que pode gerar multas, autuações e outros problemas para a empresa e para os sócios. Por isso, é indispensável manter a contabilidade da empresa atualizada, organizar corretamente os registros financeiros e formalizar todas as retiradas.
Então...
Se o sócio trabalha na empresa, recebe pró-labore, com os devidos descontos. Se a empresa dá lucro, todos os sócios (trabalhando ou não) podem receber a distribuição, desde que tudo esteja registrado, apurado e dentro da lei.
Por isso, manter as contas organizadas e fazer as retiradas de forma correta protege seu negócio, garante economia de impostos dentro da lei e proporciona mais clareza na gestão financeira.
Tenha sempre um contador de confiança ao seu lado para orientar e acompanhar esse processo.